
Sentada a beirada do banco,
banco cinza sujo,
sujo dos pós e folhas,
folhas e papéis seguro a mão,
mão fria e fina e bela,
bela é a visão que me agrada,
me agrada revê-lo,
revê-lo durante,
“durante” porque não é depois,
“depois” só será com o fim,
fim não chega,
chega você,
você que me confunde,
confunde, abala e aquece,
aquece-me ainda neste inverno,
inverno seco que deixa sujo o cinza banco,
banco que aqui sentada a beirada na ponta...
Já não sinto ou lembro do Tempo – temperatura e horas.
Oras! Lembro-me de ter revisto você!
Você... que me confunde,
confunde-me...
A confusão está em mim
Em mim está a Paixão.







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