terça-feira, 3 de junho de 2008

“Um dia (de/te) Encontro”


“Um dia (de/te) Encontro”


Sentada a beirada do banco,
banco cinza sujo,
sujo dos pós e folhas,
folhas e papéis seguro a mão,
mão fria e fina e bela,
bela é a visão que me agrada,
me agrada revê-lo,
revê-lo durante,
“durante” porque não é depois,
“depois” só será com o fim,
fim não chega,
chega você,
você que me confunde,
confunde, abala e aquece,
aquece-me ainda neste inverno,
inverno seco que deixa sujo o cinza banco,
banco que aqui sentada a beirada na ponta...

Já não sinto ou lembro do Tempo – temperatura e horas.
Oras! Lembro-me de ter revisto você!

Você... que me confunde,
confunde-me...

A confusão está em mim
Em mim está a Paixão.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

“Choro de Mil Felicidades”



“Choro de Mil Felicidades”


Há felicidades mil para serem vividas
Alegrias, Festejos e Comemorações.
Se eu pegar o riso, penso ser momentâneo...

O Mundo construído não é o do riso sincero eterno e espontâneo.
A comicidade está na ironia e no sarcasmo...
Não há comida para todos.

Mas é preciso um Carnaval
para a vida ser mais preciosa.

Que venha do Choro,
de um ardo penar, de um afro-sofrer.
Braçal... Umbigada ou Coco.
Que seja Samba ou Pagode.
Careca, Barba e/ou Bigode.
Mulata, Morena, Ruiva, Loura e/ou Oxigenada.
Que ria de tudo / Que ria do nada.

Há felicidades mil para serem vividas
Ainda que muitos morram,
de fome, de tristeza, de agonia e de medo.
Ainda...

A mim - tenho várias felicidades serenas,
Paixões vibrantemente seguras
Amores mil por ninguém... por todos e todas.

E minha Maior Alegria:
Saber que a Terra continuará
Ainda que sem o Mundo.
A natureza faz seu Samba
em um Choro de Felicidade profundo.

terça-feira, 13 de maio de 2008

“Olhar Poético”


“Olhar Poético”


As belas e rebuscadas palavras
que tento me inspirar a procurar
de nada me servirão...

Os belos e suntuosos olhares
que tenho a me inspirar
já me contemplarão.

Contemplaram-me...
Contemplei-os...

Veja bem.
Não seus olhos,
mas nossos olhares...
já vão além da poesia
que eu iria te escrever.

“Depois do Sol”



“Depois do Sol”


O Sol se vai
Para no escuro ver.
Pára, e no escuro vê...

O Sol se vai
E Lua cheia clareia

O Sol se vai
E vemos outras estrelas

O Sol se vai
E cidade está cheia

O Sol se vai
E Poste alto clareia

O Sol se vai
E não vemos as outras estrelas

O Sol se foi
E antes dele, nós!

“SOS”




“SOS”


Sim...
Sou...
Ou
Sem
Mim
Não
Seria
Eu

Sim...
Ou
Não.

Ser
Ou
Não
Ser?
Sei
que
nada
Sei...

Sei
Ou
Sinto?

S
O
S

Sei,
Alberto,
Que
Caí...
Sinto,
Caeiro,
Que
Aberto
Cairei
No
Pensamento

Sei
Que
Saberei
Pouco
Sei
Que
Saberei

Sinto
Medo

Não
Sei
O
Que
Sinto

Não
Sei
O
Que
Sentirei

Não
Sei
O
Que
Sei

quinta-feira, 17 de abril de 2008

“Diálogo Dialético: Do Ofício para o Ócio”



“Diálogo Dialético: Do Ofício para o Ócio”


- “Ossos do Ofício
Ócio?... Difícil.

Paraíso?!?
Para isso
Pare isso!

Travado no Trabalho
Trucado no Baralho
Truncado: Ôôô CARALHO!

Pare pra Pensar
Prepare-se
Repare-se
Pare-se
Parece
mas não É!

Paraíso?!?
Para isso
Pare isso:
Ossos do Ofício.

Ócio! Difícil?!?”

- “Óh Sinhô...!
Isso num Sô.
O quê? Vagabundo?!?
Ócio... Não Sinhô!

Não num posso

Tô no fundo do poço
Tô Nú! No fosso...
Na fossa...
Na bosta!

CARALHO!

Vô Brigá...?
Vô Embriagá!
Vô ser Vô.
Aposento
Ahhhhh! Pô! E Sento?!?
Sento com estes Centos???

Bosta... Caralho!

Só me sobra o Baralho...
Sou Trucado. Num quero 6
Nem 13º!
Peço: ôôô Moço. Pare com isso...”

- “Trabalhou para Aposentar
E dos Ossos do Ofício
Só quis o Ócio Oficial.
Agora, descanse em Paz...”

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“Segunda Categoria”



“Segunda Categoria”


Você chega como se fosse a Primeira...
Mas é a Segunda!
Você que pode ser a Última...
Pode ser minha Última...
Meu Último...

Mas não tem Fim!
E eu só me tenho no final...
Só me tenho no Final de Semana.

Todo dia é Dia útil.
Não há Dia inútil.
Se for Dia Útil...
Final de Semana é Inútil?

Eu quando sou um pouco de Mim
“Só me tenho no Final de Semana”
Sou Inútil?! – assim (talvez) espero!
(Não quero ter funcionalidade prática e ser útil, ser usado.)

Dias inúteis são os Dias Úteis.
E Você chega como se fosse a Primeira...
Mas é a Segunda!
É Primeira dos inúteis Dias Úteis.

E Eu:
Não sou a Educação
Não sou o Emprego
Não sou a Cultura
Não sou a Política
Não sou o País
Não sou a Família
Não sou o Homem
Não sou o Sistema

Mas todo Dia Útil é assim
Todo inútil Dia Útil é isso
Sou não sendo...
Mas para Eu ter funcionalidade prática e ser útil, ser usado
melhor Eu não ser Eu.

E Eu:
Ser a Educação
Ser o Emprego
Ser a Cultura
Ser a Política
Ser o País
Ser a Família
Ser o Homem
Ser o Sistema

Tchau Fim de Semana
Oi inútil para a Segunda que se faz Primeira
... E pode ser meu Último.
Ainda que não Meu, Ainda que não Eu.

“Tudo Muda”




“Tudo Muda”


A Muda não é Muda se ela Muda.
Plantei a Muda
Ela cresceu e se adaptou
Ela cresce e se adapta
Ela Muda

Ela, Muda.
Ela fala no corpo... na energia
Ela se comunica.
Não é Muda.

Ela Muda
Ela, Muda.
Não é Muda.
A Muda Muda, e não é Muda.
Se ela Muda, então a Muda não é Muda.

terça-feira, 15 de abril de 2008

“Como tem andado?”



“Como tem andado?”


- Tem Andado,
(VERBO! Contínuo... Sem parar.)

- Mas com as Pernas Tortas.
(Sentido figurado, Metáfora,
representando turbulência “na base”...
Mas não fisicamente – no corpo –
Não nas Pernas.
Mas sim no Fundamento das Idéias).

- Porém com a Cabeça Erguida.
(Também no Sentido figurado, Metáfora.
Dupla adversativa, prevalecendo esta Segunda,
Superando a Primeira: “mas com as pernas tortas”.
Representando Consciência da Existência
de Toda a Turbulência Teórica (“na base”).
E estando ciente das coisas,
não perde o Orgulho Saudável).

...

- Oi! Como tem andado?

- Tem andado, mas com as pernas tortas. Porém com a cabeça erguida.

- Mas está tudo bem?

- Se disser “não” terei que me justificar...
Então eu digo “sim” e você aceita.

“Boiando no Vácuo”



“Boiando no Vácuo”


Sinto um Vazio no Peito...
é o Espaço da Informação.
Não me contou...

E na Ansiedade que Prevê
negativamente uma Negação
sinto o Medo.
Sinto um Medo
de desilusão...
de Delírio
(o começo da Paixão).

Tenho vontade de Voar,
mas o Vazio dá Peso.
E na Ansiedade que Prevê
Tenho vontade...
Não tenho o Brevê.

Cadê a Informação?
Cadê Você?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Açúcar é Droga Legalizada"



"Açúcar é Droga Legalizada"






Caneta
Cana... Meta
Tire o Açúcar
Faça a Pinga
Branquinha
Pó Branco
Tráfico

Assassino
E assino
no final
com a
Caneta.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

“Amor, Medo e Controle - Mentiras e Produção de Realidades”



“Amor, Medo e Controle - Mentiras e Produção de Realidades”


Sim... há o Amor!
Pode até tentar fugir do Relacionamento a dois,
não querer mais... Ter medo de se frustrar.
Porém não poupará Dor.
Pois “toda dor vem do desejo
de não sentirmos dor!”

E o amor dói...

Mas AMOR cura.
E Amor é tão Maior!
Pois Amor é também Liberdade.
É também o Paraíso,
mas também o Inferno.
Produção de Realidades.

E o Amor não é Paixão
Você se apega...
e já não sabe se tem a Liberdade que buscava...

Não pense ter Liberdade
Seja a Liberdade.
Não se apegue nela,
ou assim nesta dialética, não haverá diálogo.
Antítese! Paradoxo!

Mentiras construídas nas percepções subjetivas,
postas em práticas nas verdadeiras ilusões objetivas.
Mentiras e Produção de Realidades.

Não tente ter o Controle...
Seja o Não-Controle!
Tente não ver Ordem nas coisas.
Não busque o Progresso...
Não seja a Moral!
Seja... Esteja...
Fique sendo...

E tenha clareza
que se você pensa ter Controle,
então é também Controlado pelo Controle que pensa ter.
O Controle é remoto.
Terremoto!

E Sim! Há o Amor.
Está hávendo Medo.
Está havendo Mentiras...
E não vá se iludir,
(não minta para você mesmo)
Não há o Controle.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"The American way of life / Where is the heart?”



"The American way of life / Where is the heart?”


Segura na alça da maleta,
Abre e sai com ferocidade...
Mal gira a maçaneta.

Tem horário pra sair. Tem horário pra chegar,
Num ritmo frenético. Cotidiano de Velocidade...
Mal chega tem que partir. Mal parte já tem que voltar.

Não está com fome,
Mas é hora de almoçar...
Ou se alimenta agora, ou não come.

Não tem momento de sentar,
Mal consegue respirar...
Seu Coração? Nem vai perceber quando parar.

Nem se lembra que ele existe,
Só quando a conta da Saúde, da Água e da Luz chegar...
Daí o Infarto fará um Coração Ressuscitar.

Relógio no pulso,
Caneta na mão,
Celular na orelha,
Óculos pra visão,
Carro na garagem,
Calçado no pé...
E o pé no chão.
Gravata, e Terno no peito,
E cadê o Coração?

Segura a alça da muleta,
Chora e cai com veracidade...
Mal gira a cabeça.

Tem horário pro soro. Tem horário pra checar,
No ritmo mais um remédio. Cotidiano de Velocidade...
Mal toma tem que cuspir. Mal libera já tem que internar.

Não está com fome,
Mas é hora de almoçar...
Ou se alimenta agora, ou não come.

Só deitado.. sem momento de sentar,
Mal consegue respirar...
Seu Coração? Agora é popstar.

Não se lembrava que existia,
Só quando a conta da Saúde, da Água e da Luz chegava...
Mas daí mais um Infarto e fará o Coração se matar.

Medidor no pulso,
Luva na mão,
Estetoscópio na orelha,
Colírio pra visão,
Viatura na garagem,
Meia furada no pé...
E o pé entre lençol e colchão.
Roupa branca e babador no peito,
E cadê o Coração?

“1000 palavras”



“1000 palavras”


Pense numa palavra.
Veja-a na mente.
Tenha a imagem dela.
Imagine ela escrita com mais de 1000 fontes.
Imagine ela com mais de 1000 cores.
Imagine ela na Horizontal, na Vertical e em mais de 1000 ângulos.

Ainda será a mesma palavra.
Ainda será o mesmo conceito?

Busque na palavra mais de 1000 significados.
Insira-a e utilize-a de mais do que 1000 jeitos e formas variadas.

Uma palavra pode falar mais do que 1000 palavras.
Uma imagem de uma palavra pode falar mais do que 1000 palavras.
Uma palavra pode falar mais do que 1000 imagens.
Uma imagem pode falar mais do que 1000 palavras.

Difícil reduzir pensamentos e sensações em palavras e dizeres?
Difícil reduzir palavras e dizeres em poucas palavras escritas,
sem o dizer, sem o falar... Sem a pronúncia?

Então tente entender como quiser entender
no sentido de maior magnitude que uma palavra pode ter
quando eu te digo, falo, escrevo...

O que for de identificação, comparação, relação...
com idéias particulares de sua individual associação
é o que se fará construída a idéia.

Pensou na palavra?
Reflita sobre ela.

“O Comportamento anômalo das Idéias em um Papo”



“O Comportamento anômalo das Idéias em um Papo”


(Abre-se um parêntese
e termina com reticências...
(Abre-se um parêntese
e termina com reticências...

sábado, 29 de março de 2008

“ObservIDADE”



“ObservIDADE”


Brincadeira de Brincar
Poesias de Poetar

Brincar de Poetizar
Poetificar Pontos.

Brincadeiras de Poeta
Poesias de Brincalhão

Diversão em Observar
O Poeta e o Brincante.

sexta-feira, 28 de março de 2008

“R I M A / M A R I”



“R I M A / M A R I”


Confesso
que te quero
e não quero confete.

Sei que o que sinto
é o que eu sinto que sei.

Sincero.
Sei que te quero...
quero feliz, quero alegre.

Penso no sentimento
E romantizo as idéias.

Declaro,
deixo claro que te quero.
E mesmo já falado, se você pedir:
- “Repete..”

Então eu assumo...
Quero com você,
sem R I M A...
mas com Poesia:
com M A R I !

“Em Caixar”



“Em Caixar”


Já cansei de me enquadrar
Eu não caibo no redondo
Não sou quadrado
Nem tenho lados,
tenho muitos ângulos.

Já experimentei a Pólis
Eu vivi a Babilônia
Já morei na Torre de Babel
E estou a fim de ir para a Terra do Nunca.

Vou contra a Moral
Para não me perder da Ética.
Já experimentei a Pólis
E hoje tenho preferência pelos Polens.

“Ré Ação”



“Ré Ação”


Mi
não sabe se em Si
nasce Sol.

Ré:
não por voltar atrás.
Por morrer no Tempo.

Pré-mini.
Parece pouco...
Pequeno
Micro
PODER!

Ré / Mi
Si / Sol
Ré... Pré-mini!

Reprimi
Reprima-me
Represa
Empresa
Heim?! PRESA!

Mate-me no Tempo.
Mate-me o Sol.
Quem somos nós?
Quem eles pensam que são?

Pró Ação...?
Pré Ação...!
Ré.
Repressão!

E a nossa ação?!?
Qual é a nossa reação?
Ré Ação (reprise)... Presa.
Ou Pró Ação?
Grande Micro Poder!
Juntai e Fazei o SOL.

“E - du - ca - ção: Eu não SOU Poeta”


“E - du - ca - ção: Eu não SOU Poeta”


És tu a cá “são”?
Então és
Consciente?
Lógico?
Racional?

Oras...
Então é
este o motivo
que há horas, anos
...tempos...
Não “vives” os Anos-Luz.

Estais com os pés no chão
e a cabeça longe da Lua.

És tu a cá São?
Então és
Iluminado?
Santo?
Abençoado?

Oras...
Então és
também um pecador!
Conivente com o que não mudou.
Ajudaste a reformar... Reformista!
Não revolucionaste a Hierarquia...
Teu “Deus” não está em mim, nela e no outro.
Teu “Deus” não foi agregador. Guerra! Pecados Capitais.
E jogo muda de Placar: de 7 a 10 para 13 a 10.

Porém ficamos aqui no Zero a Zero.
Com todos impedidos e insistindo no Gol Contra.

És tu a cá “SÃO”?
Tanto que entende que a palavra do conceito diminui seu sentido em si?
Tanto que percebe e vivencia o Teorizar o Abstrato
(entendendo ser algo instigante, e inevitável da natureza humana)
mas que só se faz necessário para sabermos depois nos Abstrair da Teoria?
E assim vermos a vida em nós, em tu, em mim.
Vivermos a Vida em si.

Oras...
Então tens Noção:
Que Nação não há
Ela não É mais Yugoslavá até porque eu não SOU Brasileiro.
Entendes que Ele não É pião de obra, Ela não É dona de casa.
E Eu não SOU Poeta!