terça-feira, 19 de julho de 2016

"Oligarquia-Z"

"Oligarquia-Z"


Democracia:

palavra difícil de poetizar.
Mas no Brazil-com"Z"
ela rima com Oligarquia.

"Democracia: presente de Grego"


"Democracia: presente de Grego"


A Poesia foi falar com a Política
e política não usou mais verbos no imperativo.
Desusou não para disfarçar. Disfarce era dizer "Democracia",
e com o tempo esta palavra ficou só para o vocabulário Grego.

"Tocha de Argumentos Olímpicos"

"Tocha de Argumentos Olímpicos"


Argumentos a favor das Olimpíadas.
Peguei todos. Enrolei e embalei...
Fiz uma tocha e queimei!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

“Democracia não é Revolução”

“Democracia não é Revolução”

Eram duas coisas belas e femininas.
Tinham que ser femininas,
não poderiam ser outras coisas.

Uma era A Democracia.
Outra era A Revolução.

Ambas eram belas damas de vermelho.
Vestidas de vermelho.
Nas veias corriam sangue vermelho.
Vermelho Amor.

Não são Femininas-Objetos.
São Deusas-Ateias.

Nua, A Democracia era um corpo
Cor de rosbife.
Era um corpo mutilado, costurado, adaptado,
multi-corpos colados.
Era como coisa de Jack Estripador.
Era como coisa de Frankenstein.

Nua, A Revolução era um corpo
Cor Vermelha, até mais vermelho que o vestido que a cobria.
Era um corpo liso para alguns, áspero para outros.
Quente para tantas coisas, visto como frio pra uns e outros.
Era como coisa de Vampiro.
Era como coisa de Saci ou Caipora.

Cobertas eram Vermelho Amor.
Mas a Revolução
tinha também outro tom...
Na sua pele carregava um Vermelho Paixão.
E o que para uns é cegueira,
para outros é outra visão.
Democracia não é Revolução.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

"Bunda"


"Bunda"


Aula intensiva: "Quando a água bate na bunda"
- a água é metáfora, a bunda pode não ser.
ÀS LUTAS!! HÁ LUTAS!!

"Reforma Política em Eras Digitais"

"Reforma Política em Eras Digitais"



- Aperto F5 ou Ctrl Alt Del ?

"RG de Poeta"

"RG de Poeta"


E me exigiu um Documento de Identidade.
Mostre-lhe um Poema.

"CulturaS"

"CulturaS"


Cultura não é o que fazemos no tempo livre...
é o que fazemos,
é o que nos faz,
e o que nos liberta.

"Redução | Taxista"

"Redução | Taxista"

 

Resumo de um diálogo
meu com um Taxista.

Logo depois um dos Atos contra a Redução da MaiorIdade Penal.


Eu estava segurando um 'Cartaz'
que dizia "Redução não é a solução".

Ele me chamou e me perguntou, todo confiante:
- "E qual é a solução então, heim?!?"


Respondi com uma pergunta seguida de outra:
- "E por acaso o atual sistema carcerário é solução para alguma coisa?"
- "Por que que colocar pessoas mais novas na prisão iria fazer o sistema carcerário passar a ser solução?"...


 


Ele ficou quieto por um tempo.
 

Ele Pensou.

"É-di-Tais... não é de Todos"

"É-di-Tais... não é de Todos"


Se Liberdade é pouco e o que desejo não tem nome,
imagina falar que quero algumas poucas verbas de um ou outro Edital?
Imagina falar que quero que existam outros Editais? Isso ainda é pouco. São migalhas! (É o que tem pra hoje?)
Quero que as verbas públicas (toda uma riqueza da nação), gerada pelas trabalhadoras e trabalhadores de nosso plurinacional país, parem de ser usadas e abusadas e exploradas para fins privados - para “interessismos” particulares - por meio de "leis de incentivo" que mais incentivam os mestres da propaganda, do marketing e da publicidade de grandes empresas do que os mestres da cultura popular, mestres das artes tradicionais, e etc...
Quero que as verbas públicas sejam para priorizar as famílias tradicionais de circo, agricultura familiar, e não os parentes de juízes, de políticos, de banqueiros, e etc... Quero que dentre as prioridades esteja a distribuição de renda, a superação das desigualdades, mas que não banque os banqueiros, que não aumente a margem de lucro da safra do agronegócio, que não sirva de especulação para acionistas de bolsas de valores em Nova York lucrarem com nossas águas.
Não dá mais! Tem que taxar as grandes fortunas! Num mundo onde tem tanta gente morrendo de pobreza, de miséria, de fome, é praticamente “crime” ser tão tão rico... E basta! Tem que ter fim ao financiamento empresarial de candidaturas e partidos!
Quero que as verbas públicas não sejam para pagar a dívida externa, mas que sim se pague logo as dívidas históricas com o povo trabalhador, explorado, oprimido, excluído e rejeitado - principalmente o povo afro, povo negro, povos indígenas. E ainda há muito machismo que enfeia por demais esse nosso tão belo Brasil!
Quanta cultura rica e bela há no povo. Quem produz Cultura, quem faz Cultura é o povo. Faz isso na sua existência e resistência e re-existência cotidiana. Edital não cabe e não é da cultura do povo... "Leis de incentivo" menos ainda!
Ando sabendo que o que quero não é algo individual e pessoal, não sou só eu.
E não abandonamos o desejar por uma Liberdade (e algo mais que não tem nome), mas talvez o que queiramos seja ainda um passo anterior: Independência.

"DEMOCapitracia"

"DEMOCapitracia"


Lutar contra o sistema capitalista
só com as ferramentas da democracia burguesa
é ser conivente com a concentração de poder e riqueza.

Mudemos as Táticas e Estratégias!
Ferramentas, Meios, Instrumentos!
Rever metas e planos.

TODO DIA MATA-SE UM FUTURO!!!
SÃO VIDAS MATADAS! VIDAS!...

"Avatar"

"Avatar"

... o CAPITAL, via "redes-sociais",
faz com que alguns de nós
sejamos meros "Avatares" de nós mesmos...
A escola não ensina a assoviar...
Assumam! Nossa história é de Culturicídios!!!

"MestreS"

"MestreS"

Mestres não são autodeclarados,
não são certificados...
 
São reconhecidos e identificados.
Valorizados e respeitados.

"Cidades são Corpos"

"Cidades são Corpos"


Seu corpo, suas regras,
de acordo com o seu interesse.

Já a Cidade é coletiva, comunitária,
de acordo com o interesse social
e interesse público.

Cidades são Corpos.

"Antiga-mente"

"Antiga-mente"


Era Face a Face
e Book a Book

"Olhares Poéticos-Urbanos"

"Olhares Poéticos-Urbanos"


Eu vi uma sacolinha de plástico
que atravessou a rua na faixa de pedestre
e que depois pegou carona em uma bicicleta na ciclofaixa.

"ModernIdadeS"

"ModernIdadeS"


"micro-conto", "haikai", "poesia-concisa",
são milenares!
... mas hoje prevalecem os "tweets"
- com até 140 caracteres.

"Hino"

"Hino"


Lembrete:
nossos Bosques têm mais VIDA

"Cores do Mundo"

"Cores do Mundo"


Ainda bem que elas vão para muito além
das identidades institucionais
como Times de Futebol e Partidos Políticos.

"Lua Vermelha"

"Lua Vermelha"


Olhou pra SuperLua durante o Eclipse
e uivou pra ela: Vai pra CuÚuba!

"Divisíveis"

"Divisíveis"




Não acredito em indivíduos...
só em sujeitos.
... não cansei de ser poeta,
só estou preferindo ser poesia.

"Projeto Cultural"

"Projeto Cultural"



- sentei para trabalhar,
era pra ser Cronograma...
fiz Poesia.

"Criança"

"Criança"


brinca LOBO
vira BOLO

"DiaS"

"DiaS"

Tem dias que é Segunda.
Mas todo-dia é primeiro e último.

"FÉCADO"

"FÉCADO"


Não caia
tenta
ação.

"Dieta"

"Dieta"


... e para emagrecer
primeiro ele tirou o peso dos ombros

"Palavras de Efeito"

"Palavras de Efeito"


Tenho preferência pelas 'frases de efeito'
do que as 'palavras de ordem'.
FRASES DE EFEITO JÁ !!!

"Doentismo"

"Doentismo"



... era Pressão-Baixa.
... foi medicado como De-Pressão.

"Terror Doce"

EXTRA: O Grupo Terrorista S.A.M.A.R.C.O integrante da seita V.A.L.E assumiu o atentando violento à natureza e à população Brasileira e Mundial... dizem que há outras "bombas" que poderão explodir!

"Maioridade 19"

"Maioridade 19"




Mais que a Maioridade Penal,
em Osasco e Barueri foi 19...

foram 19 sentenciados com a Pena de Morte.

"Esquerda Descalçada"

"Esquerda Descalçada"

Vire à Esquerda...
e ao virar: sua sola já era planta.
Sua sola era orgânica.
Era a própria planta do pé.

"Pode(r)"

"Pode(r)"

Gosto tanto de Poder
que eu quero que
Todo Mundo Possa!

"RegimeS"

"RegimeS"

♫ ♫ José roubou pão na Casa do João ♫ ♫
... mas não terá direito a Prisão Domiciliar, por que é sem teto!
E está condenado ao Regime Aberto de Fome!
... Em breve
pararemos tudo o que fazemos
e passaremos a realmente
fazer alguma coisa...
Bazar
sem B
não dá sorte

"Fui Feito"

"Fui Feito"


Fui fazer POESIA
e quando dei por mim
Foi a POESIA que me fez

"Riqueza Hedionda"

"Riqueza Hedionda"


O maior crime em um mundo tão desigual
é ser muito rico.
Mas em um mundo tão desigual
quem é criminalizado é o pobre...
Seu crime?
Ser muito pobre em um mundo tão desigual.

"Vale Azeda do Rio Amargo"

"Vale Azeda do Rio Amargo"


Vandalismo
É
o Lucro

Vandalismo
É
a Impunidade

Vandalismo
É
o Capitalismo

Vandalismo
É
a Lama

terça-feira, 14 de junho de 2016

"Divida as Dívidas"

"Divida as Dívidas"

... em vez da Dívida Externa

e da Dívida Pública
precisa-se pagar é a Dívida Histórica com o Povo!

"SUJEITOs"

"SUJEITOs"


Mais um Sujeito Morreu.
Sujeito às coisas da Vida. Sujeito às coisas do Amor. Sujeito às coisas da Morte. Sujeito às situações da Rua.
Sujeito em Situação de Rua.
Namorava o Mundo. Amou demasiadamente humano. Amou errado. Sofrendo de Amores namorava-nos a todos, mas não morava. Não era Morador de Rua. Ninguém Mora na Rua. Rua não é Moradia... Sujeito em Situação de Rua.
Não é vítima do Frio.
É(foi) vítima da (in)diferença (des)humana.
Vítima da desigualdade econômica.
Todos estamos/somos Sujeitos.
E mais um Morreu da Frieza do Sistema!

"Perifa X Centro | AntiFacistas"

"Perifa X Centro  |  AntiFacistas"


Defender o Óbvio
Enfrentar os Absurdos ...
só assim!

"Lei AntiTerror"

"Lei AntiTerror"


TERRORismo autêntico no Brasil...

só o José Mojica Marins!!

"GLOLPE"

"GLOLPE"

Nova palavra no dicionário-brasileiro:

GLOLPE!!!
(Neologismo da junção entre Globo e Golpe)

"Doméstica Privada"

"Doméstica Privada"

Quem não lava a própria Privada
não sabe a Merda que está fazendo.
‪#‎PelosDireitosTrabalhistasDasDomésticas‬

"Molotov: a tocha olímpica"

"Molotov: a tocha olímpica"


O Rio de Janeiro continua Tiro
O Rio de Janeiro continua Morrendo
... e Aquele Abafo!

"Desistência / Firme"

"Desistência / Firme"


Desisti de perguntar: "Tudo bem?"
Todos sabemos que o TUDO não está nada bem.
Agora pergunto: "E aí... Firme??"
Pois apesar de não estar tudo bem precisamos estar firmes!

"Parafraseando Clarice"

"Parafraseando Clarice"


Parafraseando Clarice Lispector em:
'Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.'

Parafraseando Clarice Lispector em 2016,
para um período eleitoral que virá
junto com tantas iniciativas por parte das Juventudes e Estudantes
experimentando Democracia de maior grau de intensidade
misturada a um Caos Institucional:


Erundina?Haddad?... é pouco.
O que eu desejamos não tem nome,
nem partido.

"PoetaMundo"

"PoetaMundo"

Poeta não é quem escreve poesia,
e sim quem lê o mundo de modo poético.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Vou te Processar"

"Vou te Processar"


Vou te processar.
Processo.
Presente Passado
Passado Futuro.

Ideia,
eu vou te processar.
Leitura,
eu vou te processar.
Fenômeno,
eu vou te processar.

Não vou produzir produto.

Não pedi nenhuma encomenda.
Não irei produzir. Nem no duro.
Vou ter contato com o bruto.
E, até tú, bruto,
eu vou te processar.

"Graduação em Pedagogia"

"Graduação em Pedagogia"



Estamos no mesmo lugar.
Estamos. Não somos.

O mundo não é.
O mundo está sendo.

Estamos no mesmo lugar.
Não viemos do mesmo lugar.

E aqui, agora, neste lugar,
vamos fazer ser mais do mesmo?
Fazer ser ou ir fazendo?

Afinal estamos
Ou não estamos.

Sejamos sendo.

"10% do PIB para Educação"

"10% do PIB para Educação"

Aposto que vai ser apostila.
E a lição de casa?
Ficou na Mochila.
E a mochila?
Tá lá, encostada... Esquecida.

Projeto Político Pedagógico?
Tá na gaveta... É lógico.

HTPC?
Hey, Teoria, cade você?!?
HTPI?
Vai ter hora também pra rir?!?

Melhorias na Escola!
E só pautar orçamento não resolve,
mas também não é pedir esmola.

"João, Leão"

"João, Leão"



João sabe do Leão
Mas a Margarida não sabe da Jaguatirica.
Coitada então da Cotia,
dessa ninguém lembra ou não sabia.
Outro João aprendeu sobre o Leão.
Mas o Marcelo não sabe do Macaco Prego
E nem a Ana soube da Ariranha.

E assim,
a escola continua
enjaulando
feito zoológico
o animal humano,
em uma
grade curricular.

"Poesia Escolástica"

"Poesia Escolástica"


BA-BE-BI-BO-BU
BA-BA-CA!
Plante Engajamento:
PLANEJAMENTO.
Corrido?
CÚRRICULO.
Este mundo está grávido de um novo
mundo.
Gestação? GESTÃO.
Tente conter tudo e...
Conteúdo.
O que tem mais valia?
A avaliação?!?
A ‘mais valia’, então.
BA-BE-BI-BO-BU
BA-BA-CA!

"Pegue!"

"Pegue!"


Peça transformação.
Corre. Vai. Faz.
Não só peça. Não espere.
Pegue. Pega. Peca? Laico!
És tú a cá são?
São Vicente? Santo Agostinho?
Não! São!
É então Educação?
Pediu por educação?!
Oras! Pede por...
Pedagogia.
Aí sim terás formação.
Não só peça. Não espere.
Pegue. Peque!

"Que Roda?"

"Que Roda?"

Roda de debate.
Roda. Gira. E volta.
Dê... Bate!
Diálogo entre uma boca e 60 orelhas.
Nenhum ouvido.
Roda. Gira. E volta.
Dê... Bate!
Roda de debate.
Não é um “O”.
É um “Q”.
Um “Q” de desinteresse.

domingo, 19 de dezembro de 2010

"A última postagem no blog"

De que adianta idéias que são talvez poéticas
se não escrevo poesia. Não sou poeta e ponto.
Ponto final e exclamação!
Vou logo fazer outra coisa com essas idéias,
mas não será mais poesia escrita.

Não dá!
Não tenho paciência de ver essas poesiasinhas aqui.

Se são Políticas, não são ações.
Se são Românticas, não são sentimentos profundamente sentidos.
Só as crises são verdadeiras. Mas para que tanto lamento?
Vou logo ter que superar algo me consome de dentro a mais de 10 anos,
e outras que me consomem talvez de antes ainda, e outras depois, recentes,
de ontem... E hoje!

Aqui... Basta!
Melhor mesmo é copiar partes de uma poesia antiga
e ser este o final deste blog que não irei mais divulgar.
Abraços.

""Agora" minha Poesia não será a Escrita
"Agora" minha Poesia será a própria Vida
"Agora" minha Poesia será o próprio Vivenciar
"Agora" minha Poesia será o prático.
Serão as ações do nem dito, muito menos do nem escrito...
Mas que não ficará somente no maldito mal dito
Pensamento.
"Agora" minha Poesia será EU!
... E não meu eu-lírico..."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Lamento de um Coração"

"Lamento de um Coração"


O coração
tem um lamento
que ninguém nega
e todos ão de concordar

O coração
tem um lamento
que ninguém nega
pois todos o vêem chorar

O coração
tem um lamento
que todos sabem
mas não sabem como abordar

O coração
tem um lamento
de que todos não sabem
o quão forte é o seu lamentar

"Embrutecendo-se"

"Embrutecendo-se"


Ao mesmo tempo que perde
algumas de suas ingenuidades,
as que insistem em se manterem
se fortalecem...
No curto tempo de existência que ainda lhes restam.

A ingenuidade, então, faz
um exercício de resistência
para garantir sua existência.

E nessa contradição vive a vida.
Ingenuidades lutam para existerem,
mas existem lutando e resistindo...
Já não são ingenuidades, mas vivem.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"O som do coração"

"O som do coração"


Minhas vontades e frustrações
devaneios e imaginações
vivem em mim de modo intenso.

Longo tempo. Curto tempo.

Só eu escuto o Tiquitaquiar de cada pulsação
vibrante em meu corpo
no reflexo de uma inconclusão
a cada novo bater e rebater do coração.

O que me é interno só a mim pertence.

Os planos, vontades e desejos atuam.
Modo insuspeito pelos demais.
Bem tendencioso dentro de mim.

Se necessita viver a crise com gosto
não lhe dê o nome depreciativo da depressão.
Experimente ser um recolhimento
com paixão de mudança que dá ansia de rebelação
e melancolia de carências não de um corpo só.

E se em tudo que vejo é lixo e monstro,
não são loucuras ou pessimismos.
Talvez finalmente vi o mundo
olhando para o lado de fora.

Dentro?
Vontades, desejos, planos...

Amanhã sou outro.
Revoltas, e revoluções virão.
Aguardem...
As artes guerrilheiras
já não se agüentarão mais dentro desse corpinho raso.
Memória do futuro.
Incerteza do passado.
Luiz, capanga... Ação!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Politicamente Correto"

"Politicamente Correto"


Fazer
As
Revoluções

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“Laurear”

“Laurear”


Hoje eu quero laurear.
Galardoar.
Premiar.
Premiar pela sua arte,
que inspira, expira e respira.

Um presente simbólico,
e dou-lhe essa poesia.

Vou coroar
ou cingir de louros.
Cingir.
Unir, Aproximar.
Me achegar mais em
cabeça com cabeça.
Encontro combinado.

Louros.
Glórias.
Triunfos.
Superação de tudo o vivido
e do que ainda iremos vivenciar.

Laurear.
Aplaudir.
E bater palmas em um
“Parabéns a Você”
agradecendo por tudo.

Quero laurear.
Vou laurear.

Enfeitar.
Adornar.
Botar de arranjo coisas de Alice
na Terra do Nunca,
no nosso Universo de Maravilhas
onde podemos ser nós
quando tomamos conta de nossos vermelhos narizes.

Louros.
Madeira boa.
Da Amazônia.
Em seu passado presente, nosso futuro.

Festejar.
Festejar sem fantasia.
Mas com desejos e alegrias.
Na festa da vida.
Na Festa da Arte.

Laurear. Louros.
Cabelo amarelo-tostado,
Castanho-claro,
Dourado.

Louros.
Loucos.
Loucuras.
Amores.
Parabéns.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

“Pisca Vida”

“Pisca Vida”


A vida muda num piscar de olhos,
Ou porque uma luz se apagou,
Ou porque uma idéia acendeu.

A vida muda em uma fração de segundos,
Ou porque algo avançou,
Ou porque algo retrocedeu.

A vida muda em uma mudança de ângulos,
Ou porque mudou-se o tempo,
Ou porque mudou-se a visão...

domingo, 14 de novembro de 2010

"Presentes"

"Presentes"



Momento presente
eu confuso

Objeto presente
me confunde

Valor
Calor
Cavalo
Dor

Presente jamais será relógio
Mas seria bom
Ganhar
Tempo.

"mEU cOrpO"

"mEU cOrpO"


Alguém viu meu corpo?
Não digo essa estrututa
cabeça
barriga
perna
pé.

Quem me viu nú?

Alguém viu meu corpo?
Como assimilo,
sinto,
penso,
entendo,
questiono?

Só uma pessoa.
E não, não é você.

"Bicho Preguiça, Botos, e Cavalo"

"Bicho Preguiça, Botos, e Cavalo"



Nada é definitivo.
Mas nada me está definido.

Travo quando sou obrigado.
Temo quando sou exigido.
Acovardo quando avanço.
Esfrio quando o clima esquenta.

Sei viver sendo
Um, nenhum, cem mil
e infinitos de mim.
Máscaras e Personagens do teatro Vida.

Aparento bem para os distantes.
Distantes, que me admiram nas articulações culturais.
Distantes, que tanto falseadamente me afetam.
Afeto?

Os Próximos,
mesmo que os afugente de mim,
mesmo os que mais me querem bem,
sabem: Não estou bem.
Sentem e sabem.

E apenas uma pessoa entende.
Pois já leu todas as Máscaras e Personagens
deste estranho ser estranho.

Quero ficar sozinho?
Não quero (ora sim, ora não),
mas não estou conseguindo ser e estar com outro alguém.

Assumo ser um bicho preguiça
querendo mudar de personagem.
Querendo voltar a ser mais animal.
Querendo voltar a saber e sentir.

Choro abraçado à cabeça do cavalo.
E para dormir conto o mesmo boto pulando,
indo e voltando, em passados, presentes e futuros.

Definir melhor o presente.
Mesmo sabendo nada ser definitivo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Tempo Relativo"

"Tempo Relativo"


Certo Tempo
é
Tempo Incerto

Existe Tempo
mais Tempo
que o Tempo
de não pedir um Tempo
e sim o Fim de um Relacionamento?

"ENADE"

"ENADE"


Boicotar
é
Preciso

Fazer
não é
Preciso

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Passa Dor"

"Passa Dor"



A lágrima sai.
E não pede passagem.
A lágrima vai.

O que dói mais?

A dor passada
ora cicatrizada
ora não cicatrizada?

O ardido rasgar de olhos
com a passagem da lágrima?

A dor presente
ora cicatrizada
ora não cicatrizada?

O aperto do peito
quando espreme o coração
para ver o que sai dele?

O aperto do peito
quando dispara o coração
por ver que lá se vai ele?

A dor futura
ora cicatrizada
ora não cicatrizada?

O enjoativo nó na garganta
de não conseguir dizer...?

O amargo gosto na boca
quando a sente-se seca de saliva da paixão?

A dor constante
ora cicatrizada
ora não cicatrizada?

A lágrima vai.
E não pede passagem.
A lágrima sai.

domingo, 7 de novembro de 2010

"Ratos"

"Ratos"


ratos de esgoto
não esgotarão.

ratos sujos
apostam corrida.

pequenos tanques de guerra
feitos de lata de molho ácido estomacal de tomate.

ratos imundos
esgotam recursos.

ratos fétidos
corriam para viver
viviam para correr
agora vivem sem saber
só comem, dormem, correm
e vão para a sala de jantar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Brasilia Vale Ouro"




A Capital saiu do Rio,
mas não foi fluente.
Não conseguiu pegar outros afluentes
e parou no Planalto,
bem no meio do País.


Concentra Poder
e não consegue diluir.

Houve avanços,
e avanços ainda há por vir!

"Exército de Reserva"

"Exército de Reserva"


Vós do Povo,
sois a Voz de Deus?

E o Povo
sem pensar muito
logo responde,
em uma associação rápida
ligando Deus a um tipo de
vontade e mando como os dos militares,
"Sim, Senhor!".

"Revolução Criativa"

"Revolução Criativa"


A liberdade criativa da arte
somada a ousadia da revolução política
proporcionam-me
esse meu ser
que é
e Vive!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Baila Vida"

"Baila Vida"


O passarinho nasce.
Eclode de seu Universo Ovo.
E pouco a pouco
Tem vontade de Voar,
então...

Sente o Vento
Baila Ar

Sente o Canto
Bailar

Sente a Vida
Bye Lar

"Na Beira"

"Na Beira"



Na beira da praia
ela vem
e baila.

Na beira do rio
ela viu
e sorriu.

Na beira do abismo
ela voa
e é isso...

"A importância da Cultura"

"A importância da Cultura"

Arte
Arde

Política
Polemiza

Meio
Permeia

Comunicação
Comum ação

E a
Cultura
Costura

"Debate Eleitoral"

"Debate Eleitoral"


Um político
no debate.
Grande Merda!

A política
personalizada
personificada
individualizada
Merda Grande!

"Cegos na Luz"

"Cegos na Luz"


Olhos na face
Face voltada ao céu
Olhar voltado para cima.

Luz
Muita Luz
Pretensa cegante Luz.

É um Raio
um castigo
do Diabo?

É um Feixe no Breu
uma dádiva
de Deus?

É um Poste
um maldito
interruptor da Noite?

NÃO!

É o Sol
que provê a Energia Celeste do Céu,
que Mata de secura no alto calor Infernal,
que faz o Dia ser Claro e a Noite Escura.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"Erro: Medo!"

"Erro: Medo!"



Vê o erro da vida
vivida.
Sabe onde mudar:
Viva!
Vê o erro da vida
vivida.
Sabe quando mudar:
Hoje!
Vê o erro da vida
vivida.
Sabe como mudar:
Faça!
Vê o erro da vida
vivida.
Sente onde mudar:
Tudo!
Vê o erro da vida
vivida.
... E não muda.
Medo!

"Serviço Militar Obrigatório"

"Serviço Militar Obrigatório"



Trouxe
um
Trouxa
para
Trincheira

Quem serve?
Quem é servido?

"Sereu"

"Sereu"


Quero ficar sem você.
Agrada-me mais.

Vá mudar de casa.
Vá mudar de corpo.
Vá fazer do seu corpo a sua casa.

Quero ficar sem você.
Pois não me agrada mais.

Vá ser outra coisa.
Vá fazer outra coisa.
Vá e seja aquilo que pensa e faz.
Vá e faça aquilo que sente e é.

Quero ficar sem você.
Pois já mudei dentro.
Penso e sinto outras coisas.
Farei e serei outra coisa.
Já não sou mais você.
Quero ser eu. Vou.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"Papo Limpo"




Então vamos falar de higiene e saúde.
Jogue alguns químicos sintéticos na água,
chão, paredes, teto
(e de vidro também).
Água com Cloro. Que maravilha!
Vamos regar as plantas e dar água aos nossos animais de tamanha estimação?
Quer um golinho também?
Não vai um clorinho aí não?
Agora no banheiro.
Jogue alguns químicos sintéticos em sua pele,
nos cabelos e mucosas.
Unhas e Dentes também!
Raspe os pelos.
Sovaco, canelas,
virilhas também.
Bochechas, maçãs,
papo também.

Ótimo!
Agora passe loção e outras químicas sintéticas,
e pronto.
Agora temos um Papo Limpo.

Um papo vazio de pelos,
vazio de sentido,
cheio de veneno.

Um papo sujo de tanta higiene.

"Você está estranho hoje"

"Você está estranho hoje"



Estar estranho hoje para alguém
é não ser mais aquele ser
que esse alguém criou em sua subjetividade
a partir de uma repetição rotineira de hábitos.

Estar estranho hoje para alguém
é não ser mais aquele ser
que o próprio ser achou, ainda que temporariamente,
que seria obrigado a eternamente continuar a ser.

Estar estranho hoje para alguém
é não ser mais aquele ser
a ponto de que se não vissem mais seu rosto ou escutassem sua voz
iriam duvidar de ser quem o ser diz que é.

Estar estranho hoje para alguém
é não ser mais aquele ser
a ponto de que se hoje fosse eterno
talvez nunca teria conhecido esse ser que é.

"Aquário"

"Aquário"


Eu e Vocês.
Nós.
Unidade.
Universo.
Natureza.
Sol e Água.
Pai e Mãe.
Irmãos.
Terra.
Paz e Guerra...

Vamos logo mergulhar nesse nosso Aquário.
O Tempo não passa,
Ele é.

"Fabitizando"

"Fabitizando"



Criança não lê poesia,
sente na pele todo dia.

Poeta num escreve poesia,
sente na pele todo dia.

Ba Be Bi Bo Bu
Ba ba ca

Artigo definido feminino do singular: "A" (uma vogal)
É mais "fácil" do que
Artigo indefinido feminino no singular: "Uma" (três letras)
?

Pergunte às crianças...
Peça para elas acharem essa peça no quebra cabeça de uma oração.

Fácil para quem?
Para quem sabe o que é Artigo Definido Feminino do Singular?!?

Leituras, Alfabetizações e Letramentos são Políticas.

Ler é Poder. E Poder Mais é Ler o Mundo.
Ler o Mundo não é replicar uma visão padrão.
Ler o Mundo é Poetizar os olhos na hora do olhar.
Poetizar os olhos na hora do olhar é Poder.

Para algumas crianças
em uma oração não encontra-se o verbo.
Concentra-se toda a atenção nos sujeitos, e objetos
(diretos e indiretos)
Afinal, Poder não é Objeto que se conquista, se pega, se tem e se fica.
Poder é um Verbo de uma relação que se estabelece, é um processo.

Algumas crianças, quando já entenderam um pouco mais
de Alfabetização, Letramento e Leitura,
"entenderam" também um pouco mais de Política.
E já exercem algum tipo de Poder,
pois iniciam o seu julgar e conjugar de Verbos.

Peço, portanto, a correção.

Algumas crianças lêem poesia sim.
Porém daí podendo deixar de senti-las na pele todo dia.
Criança que não lê poesia,
e a sente na pele todo dia, é Infantil.
É um Ser
In-Fante
Sem-Fala.
E neste "não verbo",
é sem Poder
um Ser
que sente a poesia.

Mas quanto ao poeta,
não há correção.
Há uma exclamação.

Poeta não escreve poesia,
sente na pele todo dia.
E diferente da infância usa o verbo...
Para Ler o Mundo Poetizando os olhos na hora do olhar.
É político. E tem Poder!

"Sofre Flores"

"Sofre Flores"



Um poeta sofre...
Não há palavras, em quantidade qualquer,
suficientes para medir o seu sofrer.
Mas vou resumir metaforicamente,
ou discursar em versos?

- Afinal, poeta, sofres de que?
O poeta reflete:
- "Tudo"?

As flores que já não nascem mais me fazem sofrer.
E das que supostamente vivem...:
As flores que são pisadas me fazem sofrer
(e mesmo que sem querer)
As flores arrancadas me fazem sofrer
(e pétala por pétala ou um talo todo de vez)
As flores geneticamente modificadas me fazem sofrer
(e outras cientificidades artificializadas não artísticas também)
As flores para as namoradas me fazem sofrer
(e os clichês novelísticos de relacionamentos também)
As flores para o velório me fazem sofrer
(e a morte num geral já não tem mais me feito sofrer tanto)
As flores das monoculturas me fazem sofrer
(e outras culturas monos também)
As flores vendidas me fazem sofrer
(e as pessoas vendidas também)
As flores de plástico me fazem sofrer
(e todos os outros plásticos também)

As flores me fazem sofrer.
E os seus, e os meus, espinhos também.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Plural"


"Plural"


O sujeito EU
deve Ser conjugado
no PLURAL...

Só assim haVeria
CONCORDÂNCIA.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Não te mete me entendendo"

"Não te mete me entendendo"



Estas tantas palavras que me escrevem
e que me descrevem
me cansam.

Tantas análises,
quebras, fragmentações, sectarismos...
Não me defina... nem mesmo venha com tendência de meter-se a tentar me entender.

Agora que tive contato com mais de uma teoria,
como posso viver feliz
se perdi grande parte da ingenuidade?

Meu corpo, o tempo, o espaço, natureza e cultura...
tudo me é possível de questionamento,
então critíco. Mas e o que fazer?

A agonia e a revolta são enormes, e se engrandecem,
a cada nova associação de pensamentos e sentimentos.
Porém, nas ações, acabo por me sentir traidor de minhas idéias mais bem fundamentadas.

Daí, para poder lidar comigo mesmo,
dou ré, e fico estagnado em uma imaginativa vaga de baliza.

Acho que a solução,
nesse caso,
é Greve Geral de Tudo!

E então que palavra irão usar para me descreverem?
Depressivo? Idealista? Revoltado? Revolucionário?
MALUCO? LOUCO? Infantil? Pelego? Anarquista? Liberal?
Bonitinho? DOIDO? Utopista? Coitado? Safado?
Iludido? Perdido? Incompreendido? Previsível?

Venham, minha casa é sua casa.
Vamos, a vida é bem maior que nós.
Vão, que eu quero fazer muita coisa
ao mesmo tempo que ficar um pouco mais aqui no meu canto...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Nomades?"

"Nomades?"

Da natureza da humanidade
somos nomades.
Tanto é que neste nosso
sedentarismo
esgotaremos as riquezas naturais
e nos deslocaremos
para outra Terra.

MENTIRA

Não é natural.
É cultural...

Do sedentarismo
temos desde a
monocultura
até a
permacultura.

"Campanha da Fraternidade"

"Campanha da Fraternidade"


Somos preocupados com a Vida.
Somos preocupados com o Meio Ambiente.
Temos pudorismos quanto a Sexualidade.

Mas nos túmulos do cemitério
havia vasos com flores
e seus gineceus e androceus
de plástico.

"Histórias"

"Histórias"


Papai Noel não existe.
Zumbi ainda vive...

No Pólo Norte nunca alguém morou.
Em Canudos muita gente morreu...

Pedacinho do Céu não há.
Propriedade Privada é o termo correto,
de algo errado neste nosso mundo.

sábado, 12 de junho de 2010

"SaúdADe"

Há quem tenha saudades
de outras pessoas.
Talvez pelos sentimentos que sintam por elas...

Eu?
Gosto de todos...
e
Sinto saudades de sentir
Sinto saudades de mim
nessa vida desritmada em arritmias...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Formiguinha V"

"Formiguinha V"



Nós demos a elas
o nome de "Formigas".
E a uma delas
a categoria de "Rainha".
Para outras: "Operárias".

Assim demos,
nós,
os "Grandes Elefantes Brancos".

Nós escrevemos e dizemos
as "Operárias" trabalharem e se mexerem
em função da
Parada e Gorda e Grande
"Rainha".

Nós inventamos verdades
e acreditamos nestas mentiras.

Sabemos que é a "Rainha"
quem pari a prole.
E então por que não lhe demos o nome de
"Parteira", ou "Mãe", ou
"Aquela que vive para parir"?
Por que não interpretamos,
em uma visão inversa,
que é o corpo da "Rainha"
é que é explorado
por todas as outras "Formigas"?

Porque somos "Grandes Elefantes Brancos"
e adoramos nosso Marfins!

Hierarquizamos as Relações Sociais.
Naturalizamos o Explorar.
Diminuímos o poder do coletivo
e particularizamos com a concentração de poder
em um único ser.

Desigualamos "Operárias" e "Rainha"...
como se formiga fizesse Política.

E os operários trabalham e se mexem,
mas não mais se articulam e mobilizam.
Fazem da outra "Rainha" e não "Mãe" ou "Parteira".
Fazem de nós "Grandes Elefantes Brancos",
e não "pequenos camundongos".
Porque assim nos interessa!

"Última Pétala"

"Última Pétala"


E a última pétala que caía
não parecia-se mais tanto com aquela gota
que na queda da cachoeira
cairia mais a esquerda.
Nem mesmo com aquela outra
que na vazão do rio
com umas pedras colidiu.
Muito menos se assemelha
com a carregada na asa da abelha.
Menos ainda
com a advinda
do sereno,
caindo do orvalho
discreta e serena.

Não, não...
NÃO MESMO!

A última pétala que caía
parece muito mais com uma
gota de suor
do dançarino,
e que cai em seu olho na hora do salto.

Assemelha-se muito mais
a qualquer uma
das tantas lágrimas
da pessoa que escuta um não,
quando queria que fosse sim.

E bem não me quer...
Mal me quer.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"Recesso por tempo indeterminado"

"Recesso por tempo indeterminado"


"Agora" minha Poesia não será a Escrita
Agora, por hora...
Um recesso por tempo indeterminado.

"Agora" minha Poesia será a própria Vida
"Agora" minha Poesia será o próprio Vivenciar
"Agora" minha Poesia será o prático.
Serão as ações do nem dito, muito menos do nem escrito...
Mas que não ficará somente no maldito mal dito
Pensamento.
"Agora" minha Poesia será EU!
... E não meu eu-lírico...

"Noticiário de mais um final de dia"

"Noticiário de mais um final de dia"


Mais de um Fábio Morreu
Mais de um Binho Nasceu
Mais de um Binho Morreu
Mais de um Fábio Nasceu

sábado, 4 de abril de 2009

"Misto Quente"


"Misto Quente"


Não há cérebro
tão frio e calculista assim.
Pois o sangue a circular por lá
veio quente bombeado pelo coração

Não há coração
tão frio e calculista assim.
Pois o cérebro
fica quente bombardeado de indagação

(Com)cientização?
(Sem)sibilização?

"Infinitudes"


"Infinitudes"



Não há
Nada
Nem
Ninguém

Imutável
em sua
Infinitude

segunda-feira, 23 de março de 2009

"Ousada"


"Ousada"



Uma lágrima ousou...

Não sei bem se era
gota ou pingo.
Mas uma hora
c
a
i
u
...

Caiu na hora certa
Na medida certa

Mas se te contar...
nem precisei de conta-gotas

Ela ousou...
feita água externalizada
que estreitamente escapou
pelo humilde e úmido
O
rifíci
O
do canto interno do OlhO direito.
Ousou externalizar
e
materializar
sentimento interno.

Foi imensa Alegria
reconhecer a Tristeza
quando a pele
se ArrEpIOU
com
a lágrima que passou...

E OusOu.

"Crise Existencial"


"Crise Existencial"



Mudança interna
Dança interna
do Ser

Desritmada
ou
Remixada

Uma dança muda
Uma muda dança
Uma Mudança

Que assim que o corpo entender
A mente não mentir
e assumir sentir...

A dança voltará
Ritmada,
num outro compasso

Num outro Ser
Num Novo Ser

O Corpo Fala!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

“Flores e Cheiros – o Tempo e o Vento”


“Flores e Cheiros – o Tempo e o Vento”


Uma flor sente o cheiro de outra flor.
Conhece e reconhece seus jeitos.
Sabe seus estímulos e entende e compreende as ações e reações.
Tem os seus motivos.

te vejo,
te olho,
te observo,

Não te analiso.
Não te estudo.
Eu te contemplo,
Cada vez mais...
Mais com o tempo.

o Tempo?

Palavra abstrata mesmo quando se teoriza.
Então sinta o cheiro do tempo,
e me diga que cor o sabor tem.
Sinestesiar é amar o amor...
É poetizar a poesia,
o poeta e a poetiza.

Flor dos olhos índigos,
estou sentido seus cheiros.
Também sou flor.
Hoje sou outra flor.

Precisei de algo impreciso
como a distância
para entender e reconhecer meu jeitos.
Saber meus estímulos e entender e compreender minhas ações e reações.
Tenho meus motivos.

Precisei de distância,
para ver do alto que eu não tenho como fugir de mim.
Não quero te fugir de mim.

Senti nossos cheiros.

Mas para onde o bater de asas de uma borboleta vai voar?
Não sabemos
(ou até sabemos).
Mas o importante é que ela esta no ar a voar.

Assim como o cheiro...

e o Vento!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

“O Pedido da Lua”


“O Pedido da Lua”


Essa poesia é simples
Pois simples foi o surgimento dela
Pois simples é a idéia
Mais simples é o sentimento por Ela...

A Lua me apareceu,
E conversou comigo.

Ela pediu que quando houvesse
artes e poesias na noite,
que não chamássemos mais
nem de Sarau, nem de Luau...

Seu pedido foi que fizéssemos jus
a arte e poesia de ser daquela menina e mulher,
e que então o nome fosse Laurau.

“Quartos”



“Quartos”


Propostas (d)e Mudanças:
Simultaneidades...

Um quarto no Fundo?
O primeiro quarto?

Será que não há um quarto vago?
Sei que não é o primeiro quarto...
Lá já moraram outr@s inquilin@s
(@s primeir@s me fecharam as portas em cicatrizes,
e del@s não me esqueço, mas eu mudo o meu passado)

Será que ainda há uma vaga?
Ainda que (e melhor que) no Fundo?

No Fundo do Coração
E na casa morada de nossas mudanças nas residências...

Às vezes e muitas e tantas vezes
Tenho vontade de ter quatro quartos
De te ter inteir@!

Vamos nos acomodar,
Voltar a ter e sentir num lar,
Vamos nos acalmar,
E aí com as Mudanças feitas
Pode ser que vamos voltar.
Não para mesma casa de antes,
Mas voltar a ter e sentir num lar.

Será que ainda haverá uma vaga?
Ou fecha-se mais uma porta em cicatriz?
Não me esqueço de você.
Vontade de ter quatro quartos?
Vontade de ter um quarto... nosso!
Vamos nos indo e sentindo
o que é
o que será
e o que é que será...

“Tem(po)di(do)ar seu tempo? – Espaço no Tempo”


“Tem(po)di(do)ar seu tempo? – Espaço no Tempo”


Danço contigo essa Lua?

Toda matéria emite ondas de som
Vamos cantar com os corpos?

O Sol se põe
O Sol renasce
A Lua tem suas Fases

Dança comigo face a face?

Dança comigo numa noite estrelada e linda
da velha Lua Nova?

E se Estrela estiver caindo
Façamos um pedido, cada um

E quem sabe possa o ser o mesmo?

Dois pedidos em um...
Um pedido de Dois...

Danço contigo essa Estrela?
Dança comigo para que essa Estrela Renasça?

Universo e Espaço
Espaço no Tempo
- Já volto...

“Há SIM assim”


“Há SIM assim”


Não te Amo...
como Penso que gostaria de te Amar.

Não te Amo...
como Penso que gostaria de ser Amada.

Mas mesmo que ainda assim
Mas ainda que mesmo assim
Assim amo!

Não é um Não
Ainda que mesmo assim
Mesmo que ainda assim
Há SIM!

“Certezas E(m) Incertezas?”


“Certezas E(m) Incertezas?”


Certeza:
O Amor
Certeza:
Eu amo
Certeza:
Eu me amo
Certeza:
Eu te amo

O que é incerto?
Pense...

"Gira Girô Griô"


"Gira Girô Griô"



O Passo da Dança
pra Dentro da Roda.
Assim como a Flor Abacaxi
e seu Suco Doce Interno
com sua Casca ao Hortelã...

Assim é a Semente da Melancia:
Passos de Dentro de uma Grande Roda
que Circula e Renasce Multiplicado.

Regue o Alimento
Cultive Cultura

sábado, 3 de janeiro de 2009

"Murro, Faca, e outros Espelhos: Reflexo"




"Murro, Faca, e outros Espelhos: Reflexo"



a ação de um Murro
é
a ação de um "Burro"

dar Murro
é
dar em Ponta de Faca

o Murro
é
uma faca
de dois gumes

Aflita...
Reflita.

"Solar das Artes"


"Solar das Artes"


Canto
Conto
En
contro
Em
Contraste

En
contraste
Com
___A
___Arte

domingo, 9 de novembro de 2008

“Risada auto-sustentável?”



“Risada auto-sustentável?”



A humanidade aprendeu um jeito de dar
risadas auto-sustentáveis
basta rir um do outro,
e do outro, e do outro e do um...
Cíclico: Auto-Sustentável!

Enquanto a Humanidade ri
auto-sustentavelmente
desse jeito
que se culturaliza
que se acultura
que se cultua
que se educa
que se aprendeu
e que se prende...
Ela não sabe viver auto-sustentavelmente...

no Meio em que deveria Viver
no Ambiente em que deveria Viver...
No Meio Ambiente, que deveria Viver,
mas está morrendo!

Estamos Morrendo.
Vocês estão me Suicidando...

E essa é a Grande Piada
que todos estão rindo:
Rindo do outro, e Rindo de si,
mas riem risadas desengraçadas,
mas riem risadas desgraçadas.
Riem da desgraça alheia
Riem da desengraça alienada.

A humanidade aprendeu um jeito de dar
risadas auto-sustentáveis
basta rir um do outro.
BASTA de rir assim um do outro!!!


“Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a Flor”


“Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar

E talvez

se tem que durar

Vem renascido o amor

bento de lágrimas.”

Outra Grande Piada
que estou rindo:
- O conceito de Utopia.


UTÓPICO é achar que somos o topo
é achar que levar a vida que levamos nos Salvará
é achar que levar a vida que levamos Saudável será
é achar que ou nós levamos a vida, ou a vida nos levará
(como se fosse opcional, com ambas não podendo ser)
é achar que (mesmo achando - e nos achando - que somos o topo)
levar a vida que levamos nos Elevará. – Ha Ha Ha ...




[comentários:

Talvez pareça ser mais um texto ou uma idéia poética,

e não uma poesia textual ou filosófica.

Talvez seja uma linha filosófica em versos e estrofes e enfim...

Mas foi espontânea, e deixei aquina íntegra de como ela foi feita...

num susto de uma idéia só!]

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

“Para poder te ver melhor”


“Para poder te ver melhor”


“Para poder te ver melhor”
foi que a Ciência me fez Óculos de Grau.

“Para poder te ver melhor”
foi a fala do Lobo Mau a Chapeuzinho Vermelho.

“Para poder te ver melhor”
foi que a Arte me fez Nariz de Palhaço Vermelho.

A mudança não está no Espelho,
está no Reflexo.
O personagem quem veste
não é o que veste o Nariz. E o Chapéu... Carapuça serviu.
Muda o comportamento quem vê.
Quem veste e serve já está alterado, é mudança.

Boto Nariz,
Uso Óculos,
E assim não sou o Vilão da História...

“Macaco Palhaço ?”


“Macaco Palhaço ?”


Nesse Mundo de Macacos sou só mais um Palhaço!
Parece coisa de Circo, bom se o Mundo fosse Circense...

Ver Ser Macaco é bom...
Vir a Ser Palhaço é melhor...

Animais, sem quererem ser mais.
Animais, sem quererem...
Serem!

Macacos que pensam talvez um pouco mais.
Macacos, que pensam quererem ser algo mais.
Macacos, animais que não se SÃO. Pensam de mais!

Macacos que criam verdades.
Macacos que acreditam nessas mentiras.
Macacos que criam e crêem e dão crédito.

Macacos que criam e inventam
Macacos que artificializam
Macacos que criam e inventam artifícios, artefatos, artesanatos... Artes.

Macacos,
animais que Também pensam.
Não parem de pensar! (ainda que pensem de mais)... Pensem Mais!
Mas pensem diferente do se pensava ser “Pensar” e “Ser”.

Palhaço.
Artifício não artificial, puro e verdadeiro.
Aparece não apenas na hora do brigadeiro.
Aparece não só no Picadeiro...
Palhaço quanto um ser que É Arte.

Palhaço.
Pode ser mal visto para alguns: bobo e feio.
É ridicularizado e humilhado por tantos...
E importante se assumir Ser assim: INTEIRO!
Não às máscaras! Não há maquiagem,
nem nariz vermelho. Não é personagem.

Palhaços...
Aqueles que evidenciam pagando o Mico dos Macacos.
Pagando o Mico para os Macacos.
Não pagam, não há valor, não é produto, não é mercado, não se vende...
Não é venda (tire a Venda) - Não “É”, mas precisa SER!

Macacos Palhaços...
São ainda Macacos,
Mas já se vêem Animais,
ainda que não se SEREM.
São já Palhaços,
Mas ainda Macacos,
porém sem colocar cada Arte em uma Gaveta.
E sem achar que Artes é um armário a parte.
bom se o Mundo fosse Circense...

Nesse Mundo de Macacos sou só mais um Palhaço!

"Pra que Lado?"


“Pra que Lado?”


Trancado pro lado de dentro da rua
Todas as Portas fechadas
Dos Lares só as fachadas

Trancado pro lado de dentro da rua
Todas as pessoas taxadas
Crianças: drogadas e ladras

Trancado pro lado de dentro do carro
Vidro elétrico levantado até o talo
Ar condicionado ligado até o máximo

Trancado pro lado de dentro do carro
Frio e Condicionado
Tolo até o talo, desligado...


Trancado pro lado de dentro da rua
Podendo ver pelo lado de fora
quanto a sociedade é burra.

Trancado pro lado de dentro do carro
E ainda têm coragem de dizer que as crianças
na rua podem agir errado.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

“Ponto de Encontro de Cultura”


“Ponto de Encontro de Cultura”


Uma camiseta
Uma resposta
Muitas conversas
Interação

Uma manhã cedo
Um almoço junto
Imensidão do Mar
Contemplação

Uma febre de grau alto
ainda BEM que passei MAL
Um sonho acordado
Uma barraca dormindo

Assembléia Plenária
Conversa de dois corpos
Cabeça no Ombro
ainda BEM que passou MAL
Carinhos Abraçados
Mão na Mão

Boca na Boca
Beijo no Bar
Vontade e Desejo
Espontâneo e Sincero
Tempo relativo
Sintonia e Harmonia

Viagem não é Despedida
Distância é Começo
Saudade não é Fim.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

"... onde anda seu pote de ouro?"




"... onde anda seu pote de ouro?"




Não tenho Pote de Ouro. Não acumulo riquezas!
E se as tenho...
tenho-nas então na metáfora da Vida.
Então são nas metáforas da Vida
que estará um possível Meu Pote de Ouro.
E lá deixarei...
pois lá é seu lugar.

E o teu Pote de Ouro.
Por onde anda?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

“Existo Penso Sinto”





“Existo Penso Sinto”


Gostava
e tive Paixão...
Pensei Amar
mas era
Pensamento
não era
Sentimento

Penso Logo Existo?
Sinto Logo Existo?

Existo!
Logo, Existo!

terça-feira, 17 de junho de 2008

"Parece que tem Vírus no Sistema - Gripe então!"


"Parece que tem Vírus no Sistema - Gripe então!"






Vamos imaginar que as mobilizações do povo (movimentos sociais)

são uma “Gripe” para o Sistema:

dão um baque forte, aumentam a temperatura,

causam náusea e dor de cabeça.

Pois que daí com alguns objetivos conquistados pela Gripe ela "se acaba".


O Sistema parece estar Imunizado no sentido de Fortalecido,

com alguns ideais que eram oposição agora sendo incorporados.

Mas o que ocorreu é que ao serem incorporados

estes modificam um pouco o corpo do Sistema internamente.


Parece que quanto mais Gripe, mais Imune

(“mais Imune” - parece ser mais saudável),

mas mais Gripe é mais Doente!



Por isso parecem acabarem por sendo “Reformistas”

por mais Revolucionárias que sejam suas ações,

parecem que são enfraquecidas e acabam

(ou, novamente, acabam porque conquistaram alguns de seus objetivos).



Mas não é apenas isso -

Eles tendem ao fim deste Sistema como está criado.



Aparece-nos, então, como um processo Dialético:


Gripe é algo bom!

Pois ela não é o Vírus, nem as doenças que existem.

São os sintomas de que estas existem.


Tendo como meio de superá-las e avisar ao Sistema

aumentando a temperatura, causando náusea e dor de cabeça, etc.”

terça-feira, 10 de junho de 2008

“Eu, o Mundo, Meu Mundo e Eu mesmo”



“Eu, o Mundo, Meu Mundo e Eu mesmo”


Eita Mundo pequeno
Algo pequeno quando reconheço
em um desconhecido algo em comum que não é começo...

Eita Mundo pequeno
Algo pequeno quando paraliso
e ao olhar para o céu imagino, admiro e analiso...

Mas o Mundo é tão Maior!
Que os vários problemas da rotina,
por mais que eu pense ser "o pior".

Mas o Mundo é tão Maior!
Que intenções de mudanças que tento aplicar ou teorizar,
por mais que pense ser "a melhor".

Já não basta eu Ser...
Tenho que Ser - Humano Ser???
Ser, Pensar, Sentir, Saber...

O Mundo é tão pequeno e tão Maior
Meu Mundo é tão pequeno e tão Maior
Eu sou tão pequeno e tão Maior!!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

“Um dia (de/te) Encontro”


“Um dia (de/te) Encontro”


Sentada a beirada do banco,
banco cinza sujo,
sujo dos pós e folhas,
folhas e papéis seguro a mão,
mão fria e fina e bela,
bela é a visão que me agrada,
me agrada revê-lo,
revê-lo durante,
“durante” porque não é depois,
“depois” só será com o fim,
fim não chega,
chega você,
você que me confunde,
confunde, abala e aquece,
aquece-me ainda neste inverno,
inverno seco que deixa sujo o cinza banco,
banco que aqui sentada a beirada na ponta...

Já não sinto ou lembro do Tempo – temperatura e horas.
Oras! Lembro-me de ter revisto você!

Você... que me confunde,
confunde-me...

A confusão está em mim
Em mim está a Paixão.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

“Choro de Mil Felicidades”



“Choro de Mil Felicidades”


Há felicidades mil para serem vividas
Alegrias, Festejos e Comemorações.
Se eu pegar o riso, penso ser momentâneo...

O Mundo construído não é o do riso sincero eterno e espontâneo.
A comicidade está na ironia e no sarcasmo...
Não há comida para todos.

Mas é preciso um Carnaval
para a vida ser mais preciosa.

Que venha do Choro,
de um ardo penar, de um afro-sofrer.
Braçal... Umbigada ou Coco.
Que seja Samba ou Pagode.
Careca, Barba e/ou Bigode.
Mulata, Morena, Ruiva, Loura e/ou Oxigenada.
Que ria de tudo / Que ria do nada.

Há felicidades mil para serem vividas
Ainda que muitos morram,
de fome, de tristeza, de agonia e de medo.
Ainda...

A mim - tenho várias felicidades serenas,
Paixões vibrantemente seguras
Amores mil por ninguém... por todos e todas.

E minha Maior Alegria:
Saber que a Terra continuará
Ainda que sem o Mundo.
A natureza faz seu Samba
em um Choro de Felicidade profundo.

terça-feira, 13 de maio de 2008

“Olhar Poético”


“Olhar Poético”


As belas e rebuscadas palavras
que tento me inspirar a procurar
de nada me servirão...

Os belos e suntuosos olhares
que tenho a me inspirar
já me contemplarão.

Contemplaram-me...
Contemplei-os...

Veja bem.
Não seus olhos,
mas nossos olhares...
já vão além da poesia
que eu iria te escrever.

“Depois do Sol”



“Depois do Sol”


O Sol se vai
Para no escuro ver.
Pára, e no escuro vê...

O Sol se vai
E Lua cheia clareia

O Sol se vai
E vemos outras estrelas

O Sol se vai
E cidade está cheia

O Sol se vai
E Poste alto clareia

O Sol se vai
E não vemos as outras estrelas

O Sol se foi
E antes dele, nós!

“SOS”




“SOS”


Sim...
Sou...
Ou
Sem
Mim
Não
Seria
Eu

Sim...
Ou
Não.

Ser
Ou
Não
Ser?
Sei
que
nada
Sei...

Sei
Ou
Sinto?

S
O
S

Sei,
Alberto,
Que
Caí...
Sinto,
Caeiro,
Que
Aberto
Cairei
No
Pensamento

Sei
Que
Saberei
Pouco
Sei
Que
Saberei

Sinto
Medo

Não
Sei
O
Que
Sinto

Não
Sei
O
Que
Sentirei

Não
Sei
O
Que
Sei

quinta-feira, 17 de abril de 2008

“Diálogo Dialético: Do Ofício para o Ócio”



“Diálogo Dialético: Do Ofício para o Ócio”


- “Ossos do Ofício
Ócio?... Difícil.

Paraíso?!?
Para isso
Pare isso!

Travado no Trabalho
Trucado no Baralho
Truncado: Ôôô CARALHO!

Pare pra Pensar
Prepare-se
Repare-se
Pare-se
Parece
mas não É!

Paraíso?!?
Para isso
Pare isso:
Ossos do Ofício.

Ócio! Difícil?!?”

- “Óh Sinhô...!
Isso num Sô.
O quê? Vagabundo?!?
Ócio... Não Sinhô!

Não num posso

Tô no fundo do poço
Tô Nú! No fosso...
Na fossa...
Na bosta!

CARALHO!

Vô Brigá...?
Vô Embriagá!
Vô ser Vô.
Aposento
Ahhhhh! Pô! E Sento?!?
Sento com estes Centos???

Bosta... Caralho!

Só me sobra o Baralho...
Sou Trucado. Num quero 6
Nem 13º!
Peço: ôôô Moço. Pare com isso...”

- “Trabalhou para Aposentar
E dos Ossos do Ofício
Só quis o Ócio Oficial.
Agora, descanse em Paz...”